segunda-feira, 28 de outubro de 2013

DOCE DE ABÓBORA COM COCO


Um doce caipira, antigo e bem brasileiro.





O doce de abóbora não pode faltar em nenhuma festa junina que se preze. Em barrinha, em formato de coração, de comer com colher, com ou sem coco...







No mês de outubro, a abóbora é muito lembrada por conta do Halloween, que acontece no dia 31. Só que “os donos da festa” usam o legume mais para fazer enfeites e, bem...a abóbora deles é diferente da nossa.

Os brasileiros assimilaram essa festa, depois de muitos filmes e também com a ajuda das escolas de inglês.

E falando do doce de abóbora, ele também pode ser feito para esse festejo...Mas pensando bem, não precisa de data especial para saborear um belo doce de abóbora, concorda?

Esta é uma receita que não precisa ter medidas tão exatas, ela sempre acaba dando certo.

*(a abóbora ideal é aquela que chamamos de “abóbora de pescoço” que é maior que a Paulista, mas dá para fazer com a moranga também. Com a “japonesa” não fica muito bom, mas enfim...dá para fazer com qualquer tipo).*


Ingredientes:


  • +/- 1 kg de abóbora descascada, cortada em cubos.
  • 2 ½ xícaras de açúcar
  • Cravo da índia a gosto (uns 5 ou 6)
  • 1 xícara de coco ralado


Modo de preparo:

Coloque em uma panela (não esqueça a dica sobre panelas, que você pode ver clicando AQUI, ou na barra de índice em “Dicas”), a abóbora, o açúcar e o cravo.

*Se quiser canela em pau no lugar dos cravos, pode usar uns 2 pauzinhos, assim como pode usar tanto os cravos como a canela juntos.*

Leve para ferver em fogo médio e mexa até a abóbora começar a soltar água e cozinhar. A abóbora começará a desmanchar e a água irá secar, então você terá que mexer sempre para não grudar no fundo da panela.

Quando desmanchar bem, acrescente o coco ralado e estará pronto.


domingo, 27 de outubro de 2013

PANELAS E OUTROS UTENSÍLIOS: Não arrisque! Separe uma só para fazer seus doces!


Já falei sobre isso em várias postagens aqui no blog, e quem trabalha com doces sabe como é importante ter uma panela (ou várias) reservada só para esse fim, ou seja, uma panela que não será usada para preparar salgados, principalmente refogados com cebola e alho.

E é claro que essa dica também serve para quem faz doce somente para consumo próprio, ou da família.

Daí você pode falar: “Que dica mais inútil! É só lavar bem a panela!”.

Ok...Concordo que lavar várias vezes a panela que irá usar, acaba removendo todo gosto e cheiro de temperos, e se jogar água fervendo é ainda melhor. Só que tem que fazer esse processo mesmo...lavar várias vezes, pois uma lavagem só, não retira tudo e você só perceberá depois que provar seu doce e sentir um gostinho “diferente”.

Com as colheres de pau é ainda pior, pois nem lavar resolve!!! No caso delas, você OBRIGATORIAMENTE tem que reservar uma para doces. Minha sugestão para diferenciar, é que você faça uma marca pintando com esmalte no cabo.


Isso tudo, porque esses temperos impregnam nos utensílios e passam o sabor e cheiro para o que for preparado depois, independente da higienização (se for só a lavagem normal).


terça-feira, 22 de outubro de 2013

SALADA DE CENOURA RALADA E TOMATE




Com a chegada dos dias mais quentes, nosso corpo pede alimentos mais frescos, e esta salada é uma sugestão que além de tudo é nutritiva.


Ingredientes:

  • 1 cenoura
  • 1 tomate
  • 4 colheres de salsa picada
  • 3 colheres de azeite
  • 1 colher de vinagre de maçã
  • Sal a gosto


Modo de preparo:


Rale a cenoura no ralador mais grosso.


Pique o tomate em cubos.


Junte todos os ingredientes em uma tigela, inclusive o tempero que não precisa ser misturado a parte.


Serve também como recheio para sanduiches.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

MANJAR DE COCO


A foto é do MANJAR DE COCO já finalizado com a CALDA DE AMEIXA (que você pode ver a receita clicando AQUI, ou em Receitas Doces - Recheios e Coberturas), mas a página é só da receita do Manjar, e você pode colocar a calda de sua preferencia, ou até comer puro.

Acho que o MANJAR BRANCO, ou neste caso o MANJAR DE COCO, deve ser um dos doces mais antigos que conheço.

Minha avó contava que a bisavó dela (Isso mesmo! A bisavó!) comentava que era um doce sofisticado, preparado nas casas ricas séculos atrás.

Até pouco tempo eu não apreciava muito este doce, mas quando provei com doce de leite mole...huumm, fica muito bom!!

Este foi minha mãe quem fez, e ela colocou a CALDA DE AMEIXA para acompanhar e enfeitar.

É muito fácil de fazer, veja:



Ingredientes:

  • 300 ml de leite
  • 1 vidro de leite de coco
  • 100 ml de água
  • 5 colheres de amido de milho
  • 2 xícaras de açúcar


Modo de preparo:


Misture tudo em uma panela (veja a dica sobre panelas clicando AQUI, ou na barra de índice em "Dicas") e leve ao fogo para cozinhar, mexendo sempre para não empelotar.

Coloque em uma forma com furo no meio, umedecida e leve para geladeira para firmar bem.

Quando estiver gelado, solte as beiradas e vire em um prato.

Pode colocar uma calda por cima antes de servir (como na foto, a calda de ameixas pretas), ou deixar a parte para cada um servir a quantidade que lhe agradar.

Pode fazer uma calda de doce de leite mole, doce de leite com nozes, cocada mole, calda de vinho, calda de morangos, calda de damasco...enfim, existem várias possibilidades que você pode preparar e deixar em potes ao lado do manjar e cada um se serve do que mais gosta.








CALDA DE AMEIXA (DOCE DE AMEIXA)


Esta é a famosa calda que é mais comumente servida com o MANJAR BRANCO (você pode ver esta receita clicando AQUI, ou na barra de índice em Receitas Doces – Doces – Manjar Branco), mas também pode ser usada para regar e rechear bolos e tortas diversas (com doce de leite fica uma delícia).



Ingredientes:


  • 2 xícaras de ameixas secas sem caroço
  • 4 xícaras de água
  • 1 xícara de açúcar


Modo de preparo:


Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo (não se esqueça de ver a dica clicando AQUI, ou na barra de índice em "Dicas").

Deixe ferver e mexa de vez em quando, até a água ficar com o ponto de calda.

Pode servir como acompanhamento para manjares (como o manjar de coco), pudins, bolos e também com queijo branco fresco...Já provou?



sábado, 12 de outubro de 2013

STROGONOFF (com muito molho cremoso)


O strogonoff já foi um prato chiquérrimo! Isso no início da década de 70 aqui no Brasil.

Era servido em grandes festas, jantares elegantes e no final da década já estava começando a ficar popular, sendo parte de jantares comemorativos nas casas comuns.

Hoje se tornou um prato trivial, e pode ser encontrado em qualquer “praça de alimentação” de shopping.

Aqui no blog você pode ler um pouco sobre a HISTÓRIA DO STROGONOFF (clicando AQUI, ou na barra de índice em Curiosidades).

Hoje em dia é difícil achar alguém que prepare a receita original, justamente por falta de tempo para fazer um belo e suculento caldo de carne caseiro...por isso, quando é necessária a praticidade, a saída acaba sendo usar os tabletes de caldo industrializados.

Algumas pessoas podem achar isso uma heresia! Mas usamos desta prática por conta da correria do dia a dia, quando temos mais tempo, também preparamos coisas mais elaboradas. E quanto a quantidade de “molho” ou creme, na receita original a quantidade é pouca e por isso, vou passar da forma como faço, com mais molho, pois a “clientela” daqui de casa (marido e filhos) gostam mais do molho que da carne..rs.

Vou passar a receita mais simples e que nem por isso é menos gostosa, e por ter mais molho, pode ser servida também com macarrão que fica uma delícia.


Ingredientes:

  • 500 g de filé mignon cortado em cubos (pode ser outra carne, desde que seja macia, sem gordura e pouco fibrosa)
  • 1 cebola pequena bem picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 3 colheres de óleo
  • 3 copos de água fervente
  • 1 colher de sal
  • 1 tablete de caldo de carne
  • 2 colheres de molho de tomate
  • 2 colheres de farinha de trigo, ou amido de milho, dissolvidas em meio copo de água
  • 1 xícara de champignon (cogumelos inteiros se forem bem pequenos, ou fatiados, como os da foto se forem grandes)
  • 1 caixa de creme de leite
  • Folhas de tomilho (opcional, mas eu acho que o sabor do tomilho combina muito com qualquer prato que leva cogumelos)


Modo de preparo:

Coloque em uma panela, o óleo, a cebola, o alho e refogue até murchar.

Acrescente a carne e frite até ficar bem dourada (pode deixar o fundo da panela ficar levemente queimado, pois isso deixa o molho mais gostoso).

Acrescente o molho de tomate, os 3 copos de água fervente, o tomilho, o sal e o tablete de caldo. Deixe ferver um pouco, abaixe o fogo e coloque aos poucos a farinha dissolvida na água, mexendo bem para não empelotar.

Prove o gosto e se necessário acerte o sal.

Cozinhe um pouco e então coloque o champignon e o creme de leite. Evite que ferva depois de colocar o creme de leite para não talhar.

Sirva com arroz branco e se quiser outro acompanhamento a batata palha combina muito bem.





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

HISTÓRIA DO STROGONOFF



O strogonoff (ou estrogonofe aqui no Brasil) é daqueles pratos que já tiveram seus dias de glória em mesas de banquetes, e hoje é um prato do dia a dia, chegando a ser trivial em algumas casas.

Não se sabe ao certo “quem” inventou o strogonoff. Existem algumas histórias, lendas, mas a única coisa certa é que a receita foi criada na Rússia e aperfeiçoada na França.

Por ocasião da Revolução Russa, vários nobres que fugiram em direção à França, passaram para os cozinheiros franceses as suas preferências, que obviamente foram aprimoradas com elegância.

Uma das histórias diz que o prato foi inventado pela família Stroganov, outra diz que a família se chamava Stroganoff, e ainda existe uma versão que diz que a receita foi inventada aqui no Brasil!!!

É “uma lenda urbana”...rs...vou resumir e contar só por curiosidade:

Diz essa lenda, que um rei do Egito veio passar o carnaval no Rio de Janeiro e no final da noite, cheio de fome, e exigente como todos os reis, entrou em um bar e pediu algo diferente. Um garçom foi até a cozinha e esquentou um picadinho, acrescentando catchup, vinho branco, creme de leite e cogumelos. O rei adorou e quando perguntou o nome, o garçom disse: “estrogonofre”, achando que era um nome pomposo e com ares de estrangeiro.

Bem..rsrs...lendas absurdas a parte, dizem que carne picada servida com creme azedo é um prato muito antigo da culinária russa, tanto que não existe registro de origem.

Achei um site (História de Tudo) onde diz que séculos atrás, os soldados russos comiam um tipo de ração de carne picada, salgada e conservada em bebida alcoólica, e que foi um cozinheiro do Czar russo Pedro O Grande, que servia o general Strogonoff quem melhorou essa ração, e para homenagear o seu protetor, deu o seu nome ao prato.

Outra história diz que esta receita foi criada por um dos cozinheiros da família Stroganov, para um concurso culinário que aconteceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1890.

Já o strogonoff como conhecemos, foi o melhoramento da receita realizado pelos franceses no início do século XX (como eu já disse, quando os nobres russos fugiram para a Europa em 1917) com o acréscimo de conhaque, champignons e a troca do creme azedo pelo creme de leite (mais suave).

Fato é que, hoje existem várias versões (para desespero dos puristas..rsrs) que levam o nome de strogonoff (ou estrogonofe) mas, até onde eu sei, o strogonoff original é feito com carne flambada no conhaque, engrossada com tomates maduros (para fazer o molho sem adição de água), champignons e quando se coloca o creme de leite, não pode deixar ferver, só aquecer.

Segundo o site ETUR, hoje o strogonoff é um dos 10 pratos mais vendidos do planeta, junto com a lasanha e o filé Parmegiana.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

ABOBRINHA GRATINADA AO CREME DE CREAM CHEESE


Uma receitinha rápida, para variar o uso da abobrinha.

Quem comeu garante que fica muito bom!..rs
Veja como é fácil:


Ingredientes:


  • 500 grs de abobrinha fatiada
  • 3 ovos
  • 1 xícara de cream cheese
  • 1/2 xícara de queijo ralado grosso
  • Ervas de Provence a gosto
  • Sal a gosto
  • Molho de pimenta a gosto
  • Noz moscada a gosto


Modo de preparo:





Fatie a abobrinha em fatias finas (se usar um fatiador como o da foto elas serão finas e iguais).



Arrume em uma travessa que vai ao forno, e a cada camada polvilhe um pouco de ervas e sal (com o saleiro não se corre o risco de cair sal demais em um mesmo lugar).

Vá fazendo essas camadas até acabarem as abobrinhas.

Coloque os ovos e o cream cheese em uma tigela. Acrescente o sal, a pimenta, a noz moscada e misture bem, porém, deixe o cream cheese um pouco “empelotado”.
Jogue esta mistura sobre a abobrinha e polvilhe o queijo ralado.

Leve ao forno quente até gratinar.