sexta-feira, 31 de maio de 2013

BOLO DE FÉCULA DE BATATA



Aaahhhh...esse bolo..rs

Como escutei meu pai falando deste bolo!!..rs...E como foi difícil achar a receita certa, do bolo que ele comeu quando ainda era solteiro!

Eu poderia intitular como BOLO DE FÉCULA DE BATATA DA SALMA, mas não tenho certeza que essa era a receita que a Dona Salma fazia, não vou arriscar. Vou contar a história desse bolo e meu pai:

Pois é...por volta de 1959, meu pai veio do interior de São Paulo para a capital, e segundo ele, em uma visita a uma parente (ou família amiga, não sei bem), foi servido café e um bolo de fécula de batata.

Desde que me conheço por gente, escuto meu pai falar maravilhas deste bolo e sempre fiquei imaginando como seria.

Lembro que em um dos livros do “Sítio do Pica-pau Amarelo” de Monteiro Lobato, existe um diálogo (não lembro detalhes) que alguém fala do gosto de um doce que era tão fantástico, que tinha “gosto do doce mais gostoso do mundo”. Bem, assim fica fácil, cada um pode imaginar o seu doce preferido, certo? E na minha imaginação infantil, pensava inúmeras coisas sobre esse bolo fantástico que meu pai não esquecia e que não tínhamos a receita.

É...não tínhamos a receita não sei por quê!

Minha avó, mãe do meu pai, cada hora dizia uma coisa. Que a Salma (a dona da casa que preparou o tal bolo) não queria dar a receita, ou que ela tinha dado mas minha avó não sabia onde estava...rs

Com isso, cresci escutando meu pai falar desse bolo com saudades.

Faz muitos anos, eu quis agradá-lo e fiz a receita que tinha em uma caixa de fécula de batata que comprei no supermercado. Só que não agradou...não era igual “aquele” de 1959. Depois entendi o motivo, pois nesta receita ia farinha de trigo e o gosto ficava de um bolo comum.

Até que, pouco tempo atrás achei uma receita antiga que resolvi experimentar.

E não é que acertei?! Meu pai ficou tão feliz e satisfeito, que deu gosto de ver..rs...até com brilho nos olhos!

Esse bolo é bem gostoso mesmo, fofíssimo...mas acho que só para meu pai era muito especial...para ele, esse era o bolo com “gosto do doce mais gostoso do mundo”..rs


Ingredientes:

  • 200 g de fécula de batata
  • 2 xícaras de açúcar
  • 5 ovos
  • 3 colheres de sopa bem cheias de margarina
  • 1 colher de sopa rasa de fermento em pó


Modo de preparo:


Bater as claras em neve e reservar.

Na batedeira, bater as gemas com o açúcar e a margarina até ficar um creme fofo e claro.

Retire da batedeira e com uma espátula, ou com o fouet, misture a fécula ao creme com delicadeza. Quando estiver incorporado, acrescente o fermento e as claras em neve, sem bater muito, mas deixando homogêneo.

Coloque em forma de mais ou menos 25 cm por 5 de altura, untada, e leve ao forno pré aquecido, mas não muito quente (mais ou menos 170°), por uns 20 a 25 minutos. 

Ele não fica muito corado, e em cima fica uma "casquinha" mais crocante.

Ah! E pode ser consumido por pessoas com intolerância ao glúten  pois não contem farinha de trigo. 
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Clicando AQUI, você acompanha uma RESENHA sobre esse bolo, onde também tem uma foto da caixa com a receita que vai farinha de trigo.

E também tem um vídeo no nosso canal do YouTube:


"Era Uma Vez, Um Bolo Xadrez"


SALADA DE TRIGO



O trigo para quibe não serve somente para fazer quibe, e se usado em saladas, não precisa necessariamente ser o famoso tabule.

O trigo é um excelente alimento além de rico em fibras.

Certa vez, no mesmo programa de culinária que vi o bolo xadrez, um rapaz que tinha participações frequentes neste programa, e dava ótimas receitas, ensinou a fazer quibe.

Até aí, podemos dizer que não há grandes segredos em fazer quibe, e que quase todo mundo que se aventura na cozinha tem a sua receita, seu tempero, etc. Mas o que eu mais gostei foi quando ele ensinou a deixar o trigo de molho.

Até então, eu sempre deixava o trigo em muita água e na hora de usar, tinha que jogar em uma peneira e espremer para tirar o excesso, e mesmo assim, ficava muito mole, aguado e sem gosto.

O modo que ele ensinou, é simples e deixa o trigo crocante e com um gostinho muito bom.

Ele colocou em uma vasilha:

  • 500 g de trigo para quibe, e jogou por cima:
  • 750 ml de água fervente onde foi dissolvido um cubinho de caldo de carne (pode ser de galinha ou legumes).


Essa medida de água é exata e o trigo “chupa” tudo sem precisar escorrer nenhum excesso depois! Ele fica hidratado, macio mas não mole demais e saboroso.

As vezes faço isso e divido o trigo em potes, para guardar o que não for usar na hora e congelar para outra ocasião. O gosto fica o mesmo depois de descongelar.







Como já disse, salada com trigo não é só tabule, esta eu fiz com:









  • Uma boa quantidade de trigo já hidratado
  • Tomate picado
  • Maçã picada
  • Alho porró
  • Cebola picada
  • Azeite
  • Limão
  • Sal


Você pode temperar como do seu costume, e usar outros ingredientes como: queijo em cubos, cenoura ralada, pepino, ervilha, folhas picadas...também pode usar vários tipos de frutas, como pera, manga, abacaxi, frutas secas como uvas passas, damasco...

Use a imaginação!Bom apetite!




sábado, 25 de maio de 2013

BOLO CREMOSO DE FUBÁ



Mais uma receita que me remete a infância, só que esta nem minha mãe lembra de onde veio!

Lembro que ela fazia muito raramente, apesar da praticidade de bater tudo no liquidificador, pois achava que eram utilizados muitos ovos (imagina?!..rs) e ela dizia que ovos eram caros. 

Até dou um desconto para ela, pois na cidade onde morava quando criança e mocinha, a minha avó tinha um galinheiro no quintal, sendo assim, não precisavam comprar ovos...rs

Eu e meus irmãos comíamos o bolo todo em quase um dia, pois adorávamos o creminho que se forma, como pudim. Dá para ver bem pela foto.


Na receita original que minha mãe tem, e “não-sabemos-de-onde-veio”, é para colocar 100 g de coco ralado. Bem...como o coco é um pouco indigesto para minha mãe, ela preparava essa receita sem esse ingrediente e eu digo que até prefiro assim, e não faz falta alguma, mas para quem faz questão ou quer um sabor diferente, está aí a opção, ok?

Segue a receita. 


Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 3 xícaras de leite (600 ml)
  • 1 xícara de fubá
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa cheias de margarina
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • ½ xícara de queijo tipo prato ou mozzarella
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • Opcional: 100 g de coco ralado


Modo de fazer:

Bater tudo no liquidificador. Despejar em assadeira untada e levar ao forno pré aquecido por 35 a 40 minutos, ou até dourar.


É um bolo difícil de desinformar inteiro, o ideal é cortar em quadrados e colocar em um prato, pois ele fica com uma parte cremosa por cima, como pudim, que é o diferencial deste bolo de fubá.


Simplesmente uma delícia com café. Huuummm.




terça-feira, 21 de maio de 2013

SOPA DE ERVILHAS



Outro dia lancei uma pergunta no Google Plus (G+) sobre sopa de ervilhas.

Minha família e eu amamos sopa de ervilhas, só que sempre que eu fazia, na panela normal ou na de pressão, quando fervia formava uma espuma que subia e derramava no fogão!

Perdia boa parte, mas o pior era a sujeira.

No meu pedido de ajuda, obtive uma dica da colega Nilva, que me sugeriu colocar um “fio” de óleo na panela antes da fervura.

Fiz isso, fechei a panela de pressão e coloquei no fogo. Só que fiz outra coisa que também nunca tinha feito antes...desliguei a panela quando a pressão começou a chiar e só abri umas 4 horas depois!

Acho que por um pouco dos dois, desta vez não criou aquela espuma que suja tudo..rs

Quando abri a panela, quase não tinha água e as ervilhas estavam bem inchadas e macias. Mexi com uma colher e elas desmancharam! Esmaguei um pouco e coloquei mais água. Deixei ferver e não subiu espuma!!!

Essa é daquelas receitas que faço sem medidas.


Escolho as ervilhas (pois as vezes vem alguma pedrinha além de alguma ervilha estragada), lavo e coloco na panela de pressão.

Cubro com água uns 4 cm acima das ervilhas, mas ATENÇÃO: Quem não está acostumado com panelas de pressão, precisa saber que não se pode encher muito!! Você tem que respeitar a marca que vem na panela, indicando o nível máximo de água. Naquelas que não tem essa marca, a sugestão é não deixar o nível de água passar o cabo, ou pelo menos uns 8 cm antes da tampa. Dito isso, fica claro que você tem que colocar a quantidade de ervilhas que permita você respeitar essa REGRA da panela de pressão, ok?

Para exemplificar, eu preparei 500 g de ervilhas seca (um pacotinho que se compra no supermercado) em uma panela de pressão com capacidade para 4 litros e 1/2 .

Coloquei o fiozinho de óleo que a Nilva me disse na sua dica e o resto vocês já sabem.
Fritei um pouco de cebola e alho para temperar, mas achei que ficou grosseiro com os temperos aparentes, então bati no liquidificador, para depois colocar o bacon e salgar.


O resultado é esse da foto. Além de um fogão limpo..rsrsrs

O único inconveniente é a demora. Não vai dar para fazer e tomar logo depois.

Mas vale a pena, mesmo porque, assim como eu faço, você pode preparar uma grande quantidade e congelar! Temperar ou não antes de colocar em potes, deixando pronto para usar quando quiser.

Gostou da dica?


segunda-feira, 20 de maio de 2013

TORTA DE RICOTA


Mais um doce que traz muitas lembranças da minha infância.


Esta postagem eu poderia começar com um ERA UMA VEZ, UM LIVRO DE RECEITAS CHAMADO “6 CAPÍTULOS DE GARFO E COLHER", por que outro dia, conversando com minha mãe, ela disse que pegou essa receita em um livro da margarina Claybom, que na verdade é o Garfo e Colher.

Nem sei se ainda existe esta marca, pois não vejo nos supermercados. Sei que no livro, em todas as receitas, aparecem como sugestão os produtos desta marca.  

O livro da minha mãe está antigo, dá para ver pelas fotos como está estragadinho..rs...na verdade, muito usado.
 
Lembramos que ela sempre fazia desta torta de ricota para levar nos lugares, quando recebíamos um convite para churrasco ou alguma reunião em sítios, chácaras...enfim, daquelas reuniões que cada família leva uma coisa, um doce geralmente. E, claro, lembramo-nos do sítio do Dr Luiz, pois quando íamos lá, ela levava umas três e não sobrava nada!

Também lembrei que quando comecei a fazer desta torta, a tia Edna confessou ser um dos doces que ela mais gostava. Claro que a partir daí, sempre que sabia que a tia Edna viria para São Paulo, eu fazia..rs.

Me ocorreu agora que a primeira lembrança que tenho desta torta foi em um Natal. Eu era muito pequena, talvez uns 5 anos. Lembro das mulheres conversando na cozinha, fazendo as coisas, do cheiro dos assados...cheiro de Natal.

Bem...Chega de nostalgia e vamos a receita:

Você precisará fazer uma receita da MASSA BÁSICA PARA TORTA DOCE, que já está postada neste blog. Clique AQUI para ver a receita.

Siga o processo até a hora de retirar o papel alumínio que protege a lateral. A partir daí, já terá secado um pouco, formado uma “casquinha”, neste ponto é o ideal para despejar o creme sobre a massa e voltar para o forno.

E para fazer o creme de ricota, é só seguir abaixo.



Ingredientes do recheio:

  • ½ kg de ricota
  • 2 ovos inteiros
  • 1 e ¼ xícara de açúcar (ou 200 g)
  • 4 colheres de sopa de leite
  • 1 colher de sopa de maisena (amido de milho)
  • 1 colher de suco de limão
  • Raspas de 1 limão
  • Uvas passas a gosto


Modo de fazer:


Pode ser feito de duas maneiras.

Eu preparo no multiprocessador. É só colocar todos os ingredientes, menos as uvas passas.

Bater até o creme ficar liso. Acrescente as passas e então despeje sobre a massa.

Outra maneira mais tradicional, mas não tão prática, é esmagar bem a ricota ou passar por uma peneira. Juntar os outros ingredientes, separando as claras que devem ser batidas em neve antes de incorporadas ao creme. Misturar e despejar sobre a massa.

Leve ao forno até secar um pouco o recheio e a massa na lateral ficar dourada.








MASSA BÁSICA PARA TORTA DOCE



Era uma vez, uma receita de torta de ricota, que foi retirada de um livro chamado Garfo e Colher.






















Minha mãe adaptou um pouco e depois foi sendo adaptada por mim, até chegar a forma atual.


É uma massa básica, que faz aquela “casquinha”, tipo biscoito amanteigado, e serve para várias montagens de torta doce.

Vou dar algumas sugestões de como eu uso essa massa:
Para a TORTA DE RICOTA (que foi a origem), TORTA DE FRUTAS com o creme para bolo e pavê e frutas como morango ou pêssego em calda, TORTA DE LIMÃO, TORTA DE CASTANHAS E FRUTAS SECAS, TORTA DE BANANA COM CHOCOLATE, TORTA DE NOZES E GELÉIA DE DAMASCO...Enfim, se eu lembrar de mais algum jeito de usar, eu atualizo a postagem escrevendo aqui.

Agora vamos a receita.



Ingredientes:

  • 2 xícaras de farinha que trigo
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 3 colheres de sopa de margarina gelada (bem cheias)
  • 1 ovo inteiro


Modo de preparo:

Eu gosto de preparar massas no multiprocessador, usando a peça “faca”.

Colocar todos os ingredientes no multiprocessador e bater até formar uma bola. É rápido.

Neste caso, como não há contato manual e a margarina não perde o frescor, eu não dou o tempo de descanso, mas se amassar com as mãos, é bom deixar um tempo na geladeira.

Se for misturar manualmente, coloque em uma tigela grande a farinha de trigo e o açúcar, fazendo um furo no meio (como um vulcão).

Dentro deste furo, coloque o ovo já mexido e a margarina em pedaços. Com a ajuda de um garfo e uma faca, vá misturando até formar uma farofa.

Depois é “mão na massa” literalmente.

Amasse rapidamente com uma das mãos, até ficar homogenia, mas tem que formar a bola bem rápido, para margarina não perder o frescor e começar a soltar óleo, pois se acontecer isso, você terá que acrescentar mais farinha e a massa ficará endurecida depois de assada.

Se preparar com as mãos, é bom deixar em descanso na geladeira por uma ou duas horas, embrulhado em filme plástico ou papel alumínio.

Depois, é só abrir na assadeira que nem precisa estar untada.

Eu abro direto na assadeira, dando forma com os dedos tanto no fundo como na “parede” da assadeira. Se preferir abrir com o rolo de massa, terá que jogar farinha de trigo na bancada e passar no rolo também, mesmo assim poderá grudar e talvez seja difícil colocar na assadeira, pois a massa é quebradiça. 

Você também pode abrir dentro de um saco plástico.

Se quiser uma “casquinha” mais fina, sugiro uma assadeira de 25 cm de diâmetro por 3 cm de altura. Caso queira mais grossa, use uma de 20 cm por 5 cm de altura.



* Peço desculpas, pois esta foto, tirei depois da torta assada. Esqueci de fotografar com o alumínio antes de colocar no forno. Mas é só para exemplificar como deve ser feita a proteção da lateral da massa.*



Proteger a lateral com papel alumínio, pois esta parte assa mais rápido e pode queimar antes da base da torta estar pronta. Fazer alguns (poucos) furos com um garfo na base, para massa não inchar, mesmo assim ela cresce um pouco, parece que forma uma bolha, mas quando for retirar o alumínio ela abaixa. 

O alumínio será retirado uns 10 a 15 minutos depois. Voltar ao forno para deixar assar e dourar com o resto.

Assar até ficar sequinho e levemente dourado.
Pode ser congelado para você montar sua torta em uma hora de emergência.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

BOLO DE FUBÁ COZIDO



Essa receita eu sei que faço a muito tempo, mas não lembro de onde veio...se foi alguém que deu, se peguei em algum livro ou revista, só sei que está em meu caderno de receitas que tem quase 30 anos..rs


É uma receita boa para quem é celíaco, ou seja, tem intolerância ao glúten, pois não existe adição de farinha de trigo.

Não é um bolo muito fofo, mas é bem saboroso.

Ingredientes:

  • 3 xícaras de fubá
  • 3 xícaras de leite
  • 1 xícara de óleo
  • 2 e ½  xícaras de açúcar
  • 3 ovos
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó


Modo de preparo:


Em uma panela, misturar o fubá, o leite, o óleo e o sal.

Leve ao fogo e cozinhe até engrossar, como polenta.

Desligue o fogo e acrescente o açúcar, mexendo bem. Depois os ovos levemente batidos (para estourar as gemas) e mexa mais.

Por último o fermento em pó.

Colocar em forma untada (assadeira de 30 cm de diâmetro) e levar ao fogo por mais ou menos 35 minutos, até ficar dourado.


Este bolo não cresce muito, ok?




sábado, 11 de maio de 2013

BOLO DE CUBINHOS



Este é um bolo que vi em uma revista uns 20 anos atrás, e preparei para um aniversário da minha mãe.

Da sugestão da revista, só aproveitei a montagem mesmo. Não usei a receita que eles passaram, pois já tinha uma ótima de bolo tipo PÃO DE LÓ e de creme...a que a minha tia avó sempre fazia.

Apesar de ser um bolo que toda família e convidados já haviam provado muitas vezes (por ser a receita da tia Carmelita), todos acharam que era diferente...só porque estava com outra apresentação..rs

Há alguns dias fiz para outro aniversário da minha mãe e novamente fez sucesso!


Eu já fiz a montagem de três maneiras diferentes, e vou passar todas aqui.

Você precisará de:



1ª Sugestão de montagem:


Pegue o pão de ló e retire a “casca” escura de cima.


Faça um corte no meio, separe a parte de cima e reserve.

Deixe a parte de baixo no prato e por cima dela coloque todo o creme.

Corte a parte de cima em quadradinhos como os da foto e jogue por cima do creme, cobrindo todo bolo.



2ª Sugestão de montagem:


Pegue o pão de ló e retire a “casca” escura de cima.

Faça dois cortes na horizontal e separe a parte do meio para fazer os cubinhos.

Com a parte de baixo já no prato, coloque 1/3 do creme, coloque a outra parte do bolo e cubra com o restante do creme.

Jogue os cubinhos por cima.


3ª Sugestão de montagem:


Para esse tipo de montagem, eu aproveito os “retalhos” que sobram do BOLO XADREZ.

Isso mesmo! Para quem já viu AQUI como fazer o BOLO XADREZ, sabe que irá sobrar alguns pedaços do pão de ló, e se ninguém consumir, Ou se você não usar para fazer um pavê, você pode congelar esses pedaços que sobram depois de montar o bolo xadrez e utilizar para fazer os cubinhos que cobrem este bolo.

Então você pode fazer um ou dois cortes na horizontal do bolo, rechear com o creme, sempre deixando a maior parte para cobrir.

Cortar os “retalhos” em quadradinhos como os da foto e jogar por cima do bolo.


Em qualquer uma das montagens, fica mais interessante e bonito se você polvilhar por cima, açúcar de confeiteiro e uma colher rasa de chocolate em pó.

Uma delícia comer geladinho!





sexta-feira, 10 de maio de 2013

SOPA DE PEDRA OU SOPA DE TUDO



Esta receita tem uma história legal, e foi das minhas primeiras aventuras na cozinha.

Antes de escrever sobre ela, tenho que falar da minha tia Neusa.

A tia Neusa, era uma tia-avó por parte de pai. Dos parentes dele, era quem mais frequentava nossa casa. Muitas vezes iam almoçar nos domingos e ficavam até a noite.

Lembro que em um domingo frio, eu talvez estivesse com uns 10 anos, pedi para minha mãe se eu poderia fazer uma daquelas sopas que “limpam a geladeira”..rs...Onde se usa toda sorte de legumes e, as vezes as sobras de arroz cozido, feijão do almoço, pedaços de carnes...Daquelas sopas bem pedaçudas, sabe?

Bem, neste dia, minha tia me disse que essa era a famosa “SOPA DE PEDRA”.

Na minha cabeça infantil, em poucos segundos imaginei um monte de possibilidades para essa sopa receber esse nome..rs...e então ela me contou uma história:


“Era uma vez...um andarilho muito esperto, que passando por um sítio no interior, quase na hora do jantar, resolveu pedir ajuda ao casal de caipiras que moravam lá.

Os dois eram muito desconfiados, e atenderam o andarilho pela janela. O rapaz não insistiu, e percebendo que dalí não sairia nenhuma comida, resolveu dar o seu famoso golpe.

Olhou para o chão, viu uma pedra e pegando falou:

_ Poxa! Aqui tem a pedra de fazer sopa! Vocês me permitiriam acender um fogo aqui no quintal e fazer uma sopa de pedra?

Os donos da casa se entreolharam e perguntaram com deboche:

_ E desde quando da prá fazê sopa de pedra, seu moço??

_ Claro que dá! Me admira que vocês com tantas pedras de sopa aqui, não conhecem e nunca provaram. É uma delícia e eu posso ensinar para vocês!

Os dois acabaram deixando, pensando que levariam uma grande vantagem, já que seu quintal possuía essa preciosidade aos montes.

O moço acendeu o fogo, pediu uma panela com água e colocou a pedra dentro.

O dono da casa então falou:

_ O moço tem certeza que isso vai saí coisa que preste?

Daí o andarilho aproveitando a deixa, virou-se para eles e disse:

_ Fica ótimo! Mas se colocasse um pedaço de carne, ficaria muito melhor...Vocês tem um pedaço aí?

A mulher foi pegar a carne. Assim que deu a carne para o rapaz, ele com toda sua lábia falou:

_ Mas a carne precisa de uns temperos, como cebola, alho, sal...A senhora sabe, não é? Se não, a carne vai acabar tirando todo o gosto da pedra!

A mulher foi pegar, deu para o rapaz, que picou tudo e colocou na panela.

Depois de alguns minutos, ele diz que a sopa ficaria ainda muito melhor se tivesse uma cenoura...A mulher deu...falou de uma batata, depois pediu uma abobrinha, um chuchu, um inhame, uma mandioca...e a mulher ia e vinha com tudo que ele pedia.

Por fim, ele falou que ficaria ótimo se tivesse um pouco de macarrão para cozinhar tudo junto.

O casal, se olhava rindo, duvidando o tempo todo que aquela pedra faria uma sopa boa.

Depois de pronto, o andarilho se serviu e serviu os dois, que comeram até se fartarem, repetindo várias vezes e elogiando muito.

O andarilho foi embora, mas antes pediu uma pedra para levar e preparar o almoço do dia seguinte.

O casal não conseguia acreditar que uma simples pedra foi capaz de dar uma sopa tão boa! E ficaram imaginando quanto dinheiro iriam ganhar com as todas aquelas pedras do seu quintal.”


Bem, esse é o tipo de comida que não precisa de receita com medidas. Basta seguir a intuição e ir provando. Se você não usar carne nem frango, e preferir dar um gosto a mais, pode usar um tablete de caldo daqueles industrializados.

Para essa sopa da foto, eu usei como temperos:
  • Cebola
  • Alho
  • Alho poro
  • Sal
  • Tablete de caldo de carne


E para os “pedaços”..rs:
  • Carne (acém)
  • Bacon
  • Batata
  • Abobora
  • Chuchu
  • Abobrinha
  • Grão de bico

Ia colocar macarrão aletria também conhecido como “cabelo de anjo”, mas esqueci..rs...Porque havia chegado da academia e estava com muita fome..rs...Adoro sopa!